domingo, 5 de fevereiro de 2012

Tolerância e Respeito





TORRADAS QUEIMADAS

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro. Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, lingüiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.

Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado. Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.

E eu nunca esquecerei o que ele disse:

“- Adorei a torrada queimada, querida...”

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

Ele me envolveu em seus braços e me disse:

“- Filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros, desde que eu e sua mãe os unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro.

Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apóia, eu e ela nos completamos.

Nossa família deve aproveitar este nosso universo, enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.”

(autor desconhecido)






quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sabedoria Indígena


Comprometer-se é dedicar-se aquilo que se busca, é honrar o comprometimento e o outro. Um compromisso pode ser algo sério, profissional, relativo a relacionamentos ou algo bem simples, como marcar com um amigo para tomar um cafezinho.

Quando um compromisso é marcado no plano físico, o mesmo acontece nos planos sutis. E deve ser honrado.

Pontualidade é algo igualmente sério, devendo ser honrado da mesma forma. O tempo está sempre à sua disposição e quando você não é pontual em seus compromissos, está usando o tempo de outra alma, que ficou esperando por você.

Por isso, pense duas vezes antes de não cumprir com aquilo que prometeu a alguém ou não dar importância ao tempo, sendo impontual em seus compromissos.

Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos o que prometemos o fio de nossa ação, que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar, fica solto ao nosso lado.

Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente, ficamos amarrados às nossas próprias palavras.

Por isso, os nativos têm o costume de “por-as-palavras-a-andar”, que significa agir de acordo com o que se fala; isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza, onde há harmonia e prosperidade naturais.





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ser chique sempre


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. 

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. 
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. 

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida. 

Chique mesmo é ser discreto.
 Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. 

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. 

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta. 

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. 

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. 

É lembrar-se do aniversário dos amigos. 

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. 

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. 

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia. 

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. 

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite! 

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade. 

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. 

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta. 

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! 

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus! 

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, 
Amor e Fé nos tornam humanos! 

GLÓRIA KALIL




quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pudim (Marta Medeiros)




Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido. Um só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. 

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). 

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.  
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. 

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai. 

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...  

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua,o compasso,a bússola, a balança e os 10 mandamentos.  

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.  

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'. 

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração
saciado. 

Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. 

Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro,um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?  Não necessariamente nessa ordem. 

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.




“Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer.”

  Mário Quintana


heart fountain





segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Siga seu coração


Um velho peregrino estava caminhando pelas montanhas do Himalaia, no cortante frio do inverno, quando começou a nevar.

Disse-lhe o dono de uma hospedaria:

- Como conseguirá chegar lá com este tempo, meu bom homem?

O velho respondeu alegremente:

- Meu coração chegou lá primeiro... 
Desse modo, é fácil para o resto de mim seguí-lo.

(Autor desconhecido)



Siga sempre seu coração... ele sabe o caminho certo para a felicidade!

bjs de Luz




domingo, 11 de dezembro de 2011

A Estrela Humilde



De todas as estrelas que brilham no céu, houve sempre uma mais brilhante e bela que todas as outras. Todos os astros do céu a contemplavam com admiração e interrogavam-se sobre qual seria a missão importante que lhe estaria destinada. A própria estrela, sem falsa modéstia, estava consciente da sua incomparável beleza e da sua importância no Universo. As dúvidas desfizeram-se num dia de Dezembro, quando um grupo de anjos se aproximou dela e lhe disse:

- Por favor, vem conosco. Deus tem uma missão para ti.

Foi assim que ela ficou a saber que deveria indicar e iluminar o local onde teria lugar um acontecimento muito importante, o mais importante da História.

A estrela encheu-se de orgulho, vestiu-se com os melhores brilhos e prontificou-se a seguir os anjos. Brilhava com tanta força e beleza que podia ser vista de todos os lugares da Terra.

De imediato, um grupo de sábios decidiu segui-la, sabedores de que deveria indicar algo muito importante.

Durante dias, a estrela seguiu os anjos, indicando o caminho, ansiosa por descobrir como seria o lugar que iria iluminar. Porém, quando os anjos pararam e, com grande alegria, lhe disseram “É aqui”, ela não queria acreditar. Não havia templos, palácios, castelos ou mansões, nem ouro ou jóias. Só um pequeno estábulo meio abandonado, sujo e a cheirar a mofo.

- Oh! Isto não. Não posso desperdiçar o meu brilho e a minha beleza, iluminando um lugar como este. Eu nasci para algo mais grandioso!

Por mais que os anjos se esforçassem por acalmá-la, a fúria da estrela cresceu, cresceu, cresceu e chegou a juntar tanta soberba e orgulho no seu interior que começou a arder. E assim se consumiu a si própria, desaparecendo em poucos instantes.

Os anjos ficaram em pânico, pois faltavam poucos dias para o grande acontecimento e não tinham estrela. Correram até o Céu e contaram a Deus o que tinha ocorrido, depois de meditar um pouco, Deus ordenou:

- Procurai a mais humilde, a menor, a mais alegre das estrelas do Céu.

Surpreendidos, os anjos atravessaram o céu escuro, até encontrarem a estrela pedida pelo Senhor. Era pequeníssima, do tamanho de um grão de areia.

- A estrela mais perfeita da criação, a mais brilhante e mais bela, falhou pela sua soberba. Penso que tu, a mais humilde e alegre de todas as estrelas, serás perfeita para iluminares o acontecimento mais importante da História: o nascimento do Menino Jesus, em Belém. – disse-lhe Deus.

Os anjos levaram-na até ao estábulo, onde ela ficou a brilhar, mas, de imediato, deu conta que o seu brilho não tinha o fulgor das outras estrelas. Era um brilho tênue, insignificante, como o deu uma candeia. A estrela bem se esforçava, mas era incapaz de brilhar mais.

Como era humilde, lembrou-se de convidar todas as estrelas do Céu para se juntarem a ela no dia vinte e cinco de Dezembro, á meia-noite. Em conjunto, iluminariam o nascimento de Jesus.

Nenhuma estrela recusou o convite. E tantas e tantas estrelas se juntaram que entre todas formaram a estrela de Natal mais bela jamais vista no Céu.

Encantado com o seu excelente serviço, e como prêmio pela sua humildade e generosidade, Deus converteu a pequena mensageira numa preciosa estrela brilhante e deu-lhe o dom de conceder desejos cada vez que alguém a visse brilhar no céu.

Vaz Nunes



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